Geral
Pastoral da Criança celebra 40 anos na Diocese de Criciúma
A Pastoral da Criança comemora 40 anos de atuação na Diocese de Criciúma e, para marcar a data, realiza uma programação especial nesta terça-feira, 8 de abril, na Casa Mãe Helena, em Forquilhinha, local que é considerado o berço da Pastoral em Santa Catarina. O encontro vai reunir lideranças que atuam atualmente e muitas outras que fizeram parte da trajetória desde o início.
A programação acontece das 13h às 17h e inicia com um momento de acolhida, seguido de oração com a Irmã Emanuela Catarina (Instituto das Irmãs Servas Adoradoras da Misericórdia. Em seguida, será encenado um teatro sobre a missão da pastoral da criança. Às 15h, haverá Celebração Eucarística presidida pelo bispo diocesano, Dom Jacinto, com a presença de padres, assessores e de toda a comunidade. No encerramento, uma homenagem será prestada aos fundadores da pastoral, e o encontro será concluído com o corte do bolo comemorativo dos 40 anos.
“A presença do bispo, dos padres das paróquias e da comunidade tem grande importância nesse momento de celebração. A Pastoral da Criança, embora seja ecumênica em sua atuação, é uma pastoral da Igreja Católica e valoriza profundamente o apoio de seus representantes. Dom Jacinto, os padres das paróquias — especialmente de Forquilhinha, onde tudo começou — e o assessor diocesano, padre Valmor Boeger, têm papel fundamental no fortalecimento dessa missão”, afirma a Presidente do Instituto Arns e membro da equipe diocesana da pastoral da criança, Lilian Arns.
Além de celebrar, o encontro também será um momento de memória e renovação. Uma breve exposição vai relembrar os 40 anos de caminhada por meio de retratos, reportagens e relatos, prestando homenagem a todos que contribuíram com essa história. Esses encontros entre lideranças são, também, oportunidades de fortalecer o espírito do voluntariado, renovar o compromisso com a solidariedade e manter vivo o amor ao próximo, especialmente às crianças.
Memórias e renovação
A história da Pastoral da Criança na Diocese de Criciúma começou oficialmente em 8 de abril de 1985, mas sua semente foi plantada ainda em dezembro de 1984, quando a médica Dra. Zilda Arns veio a Forquilhinha, sua terra natal, com o propósito de implantar em Santa Catarina o projeto iniciado dois anos antes em Florestópolis, no Paraná. Chamado “Pastoral da Criança – Igreja/Unicef”, o projeto consistia na capacitação de lideranças comunitárias voluntárias para atender gestantes e crianças de 0 a 6 anos em suas famílias, por meio de visitas domiciliares. O foco era acompanhar a saúde e o desenvolvimento das crianças, principalmente as mais vulneráveis, reduzindo a desnutrição e a mortalidade infantil.
Dra. Zilda encontrou apoio imediato em sua irmã, Irmã Hilda Arns, falecida em 2021, que havia retornado a Forquilhinha após se aposentar como diretora de escola em Porto Alegre e atuar como Madre Geral da Congregação das Irmãs Escolares. “As duas irmãs formaram uma dupla incansável. Ir. Hilda assumiu a coordenação diocesana da Pastoral da Criança e foi responsável por expandir o projeto para toda a então Diocese de Tubarão, alcançando mais de 48 paróquias em menos de dois anos. Também ajudou a levar a pastoral para outras dioceses do estado, como Chapecó, Joinville e Lages, promovendo formações com sua equipe sempre que era chamada por Zilda”, conta Lilian.
Ela ressalta ainda, que o legado das irmãs Zilda e Hilda é imenso. Irmã Hilda era reconhecida pela sua fé inabalável, sabedoria e dedicação às crianças. Sua espiritualidade e força de liderança atraíam voluntários, e sua presença era um impulso constante à missão da pastoral. Já a Dra. Zilda, indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz, sempre dizia que “a base de todo o trabalho são as lideranças comunitárias, sem elas nada haveria.” Ela combinava articulação política com ternura no cuidado às crianças e suas mães, sendo uma referência nacional e internacional em saúde infantil e voluntariado.
Desde então, a Pastoral da Criança vem se adaptando aos novos tempos. Nos primeiros anos, o combate à desnutrição e à diarreia era prioridade. Hoje, questões como a obesidade infantil também entram na pauta. O uso de tecnologias também passou a integrar a atuação da pastoral, com o auxílio de um aplicativo que facilita formações e o acompanhamento das famílias.
Entre os principais desafios enfrentados ao longo dessas quatro décadas estão a escassez de voluntários e o tempo disponível daqueles que desejam contribuir. Mesmo assim, as conquistas são inúmeras. Milhares de vidas foram salvas e transformadas por meio de um trabalho que é inteiramente voluntário, gratuito e motivado pela solidariedade e pelo amor ao próximo.
O trabalho da pastoral segue ativo e contínuo. As capacitações de novas lideranças acontecem durante todo o ano, com encontros mensais nas paróquias e encontros diocesanos bimensais na Casa Mãe Helena, em Forquilhinha. As chamadas “Celebrações da Vida” também seguem acontecendo nas comunidades, reforçando o vínculo com as famílias atendidas.
Ainda em 2025, Forquilhinha receberá o Encontro Estadual de Lideranças da Pastoral da Criança, no dia 17 de agosto, reunindo todas as dioceses de Santa Catarina para celebrar os 40 anos do movimento no estado. Também está programada a décima edição do Seminário Nacional e Internacional de Políticas Públicas para a Primeira Infância, que acontecerá em agosto, no aniversário de Zilda Arns e Dia Estadual da Pastoral da Criança.
A pastoral continua aberta a novas adesões. Pessoas interessadas em se tornar voluntárias podem procurar os representantes em suas paróquias ou entrar em contato diretamente com a Casa Mãe Helena, em Forquilhinha. Também é possível conhecer mais sobre o trabalho e se cadastrar como voluntário pelo aplicativo “Visita Domiciliar”, disponível na Play Store.
Mais do que uma comemoração, os 40 anos da Pastoral da Criança na Diocese de Criciúma são um marco de resistência, fé e compromisso com a vida. Uma história construída por muitas mãos e corações, que segue viva em cada voluntário e em cada criança beneficiada.
Geral
MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara
Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.
A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.
Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.
MPSC solicita informações à Prefeitura
Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.
A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.
A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.
O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.
A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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