Economia
Plano de Desenvolvimento Econômico de Criciúma é apresentado na Câmara
Durante o horário político, cedido por todos os vereadores, na sessão ordinária desta segunda-feira (24), representantes da Diretoria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação do Município e do Sebrae apresentaram o Plano de Desenvolvimento Econômico de Criciúma (Pedem).Nos próximos dias, o Pedem deve ser apreciado em plenário como Projeto de Lei.
Baseado em seis principais eixos do município: cerâmica, moda, comércio, tecnologia, construção civil e educação, o Pedem foi desenvolvido com a colaboração do Sebrae. O Plano também contém projetos e soluções para atender as demandas de cada segmento.
“É um processo de planejamento temporal. Planejamos Criciúma para daqui 15 anos. É um trabalho participativo, não participam apenas entes econômicos como as empresas, e sim as entidades, universidades e escolas de ensino técnico. Procuramos englobar todos os setores da economia de uma cidade”, explicou a consultora do Sebrae, Claudia Bittencourt.
O diretor de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Aldinei Potelecki, falou sobre as demandas que surgiram ao longo da construção do Pedem, citando como exemplo o setor cerâmico. “As grandes indústrias pagavam a mesma taxa que as de pequeno porte. Por sugestão, atendendo ao pedido do setor cerâmico, houve uma mudança na legislação onde a indústria cerâmica irá pagar, conforme o tamanho dela, a taxa de alvará. Nós temos que avançar ainda mais quando se trata da redução de taxas, redução de impostos, desburocratização, facilitação na hora de abrir empresas”, ressaltou.
“Nós temos um projeto chamado Cidade Empreendedora, de que o Plano de Desenvolvimento Econômico faz parte, assim como outras ações. O Pedem vem a calhar, pois ele integra com outros projetos de desburocratização, de sala do empreendedor, e assim eles vão se aglutinando num grande projeto para o município, para desenvolver economicamente e fazer um ambiente de negócio para Criciúma”, completou o gerente regional sul do Sebrae, Murilo Gelosa.

Economia
Projeto Cápsula do Tempo é realizado na Escola Municipal Jardim Atlântico
A Escola Municipal de Educação Básica Jardim Atlântico realizou nesta quarta-feira (20) a abertura das cápsulas do tempo produzidas pelos alunos dos 6º anos de 2023. O momento marcou a conclusão do projeto “Cápsula do Tempo”, iniciativa que proporcionou aos estudantes a oportunidade de guardar sonhos, expectativas e lembranças para serem revisitados após três anos.
A atividade aconteceu nos períodos matutino e vespertino e reuniu alunos e equipe escolar em um encontro repleto de emoção, nostalgia e significado. Ao abrirem as cápsulas, os participantes puderam reencontrar mensagens, registros e memórias.
O projeto teve como principal objetivo estimular a reflexão sobre o crescimento pessoal, os planos para o futuro e as transformações vividas ao longo dos anos. Para muitos estudantes, o reencontro com os materiais guardados representou uma experiência marcante, despertando sentimentos de pertencimento, amadurecimento e valorização das vivências escolares.
O projeto foi organizado pela professora Ângela Balardin, que trabalhava na época na escola, e pelo professor Alexandre Zilli, tendo o apoio e o incentivo da direção e equipe da escola. A ação reforça o compromisso da escola com práticas pedagógicas que vão além do conteúdo em sala de aula, promovendo também o desenvolvimento emocional, afetivo e social dos alunos.

Economia
Câmara debate redução da jornada de trabalho e propostas ainda dividem opiniões
Emendas querem manter 44 horas para atividades essenciais e dar prazo de 10 anos para mudança entrar em vigor
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados — mas ainda sem consenso sobre quanto tempo o brasileiro vai trabalhar por semana.
Nesta sexta-feira (15), o debate aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte do programa Câmara pelo Brasil. O tema é a PEC 221/19, que propõe reduzir a jornada semanal máxima de 44 para 36 horas.
Duas emendas apresentadas à proposta complicam o caminho. A primeira quer manter o limite de 44 horas para atividades essenciais — como saúde, segurança, mobilidade e infraestrutura crítica. A segunda propõe um prazo de 10 anos para que qualquer redução entre em vigor. O deputado Sérgio Turra (PP-RS), autor de uma das sugestões, também incluiu redução de contribuições sociais das empresas — inclusive do FGTS — como compensação pelos custos da mudança.
Mas há uma terceira versão em jogo. O entendimento entre a comissão especial e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aponta para uma redução a 40 horas semanais, com dois dias de descanso garantidos e sem perdas salariais — diferente das 36 horas previstas na proposta original.
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá período de transição nem quando as mudanças entrarão em vigor.
Paralelamente, a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe a semana de quatro dias de trabalho, com redução para 36 horas em até 360 dias.
O prazo para sugestões à PEC 221/19 já encerrou. A decisão final fica com o relator e a comissão especial.

Economia
Cooperativismo catarinense gerou mais de 109 mil empregos em 2025 e lidera ranking nacional
Setor cresceu 7,1% no número de empregos diretos em Santa Catarina no ano passado. Estado também ultrapassou cinco milhões de cooperados em 2025.
O cooperativismo catarinense fechou 2025 com 109.677 empregos diretos com carteira assinada — alta de 7,1% em relação aos 102.402 postos registrados em 2024. Os dados são do Sistema OCESC e consolidam Santa Catarina como o estado mais cooperativista do Brasil, com mais de cinco milhões de cooperados.
“Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
Os empregos gerados têm distribuição equilibrada por gênero: 55.107 mulheres e 54.570 homens. A maior parte das vagas está em Santa Catarina, com 84.776 postos. Outros 24.901 empregos — 29,4% do total — estão fora do estado, resultado da expansão de cooperativas catarinenses pelo país.
“O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência”, destacou Zanatta.

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