Geral
Prefeitura de Criciúma realiza 10ª edição da Operação Limpa Fios na Rua Anita Garibaldi nesta sexta-feira
A Prefeitura de Criciúma realiza, nesta sexta-feira (31), a próxima etapa da Operação Limpa Fios, cumprindo o cronograma quinzenal estabelecido para 2026. Os trabalhos ocorrerão das 8h às 17h, na Rua Anita Garibaldi, no Centro, no trecho de 400 metros compreendido entre o cruzamento com a Avenida Centenário até a Rua Araranguá. A ação tem como objetivo o recolhimento de cabos inativos, irregulares e obsoletos da rede aérea.
A iniciativa é coordenada pela Diretoria Municipal de Iluminação Pública e Monitoramento, em parceria com as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e operadoras de telecomunicações. Somente no primeiro semestre de 2026, a operação já retirou aproximadamente 5 mil quilos de fiação e cabos inativos das vias públicas de mais de 10 bairros do município.
Orientação e segurança na via
Para assegurar a integridade física dos trabalhadores e dos cidadãos que transitam pela área central, agentes da Superintendência de Trânsito e Transporte atuarão nos principais cruzamentos ao longo da via. Durante o período dos trabalhos, haverá o bloqueio parcial de uma das três faixas da Rua Anita Garibaldi.
O local estará sinalizado com cones, mantendo duas pistas livres para o tráfego. Por se tratar de uma via arterial de grande circulação de veículos leves e pesados, a Superintendência reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos condutores e pedestres.
Geral
MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara
Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.
A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.
Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.
MPSC solicita informações à Prefeitura
Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.
A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.
A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.
O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.
A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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