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Projeto de alunos do Cedup para despoluir o rio Criciúma

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A história da poluição do Rio Criciúma e seus afluentes é antiga. Ela vem desde o início dos processos de mineração na região. Muito se discute sobre despoluição destas águas, no entanto, pouco tem se feito em favor disto. Em contramão nesta história, o CEDUP Abílio Paulo criou um projeto que transforma a água do flúmen, até impróprias para a vida de animais, numa água própria. Este plano, não só tem dado resultados extremamente positivos, como foi escolhido para representar a região Sul do Brasil no prêmio “Respostas para o Amanhã”, da Samsung.

O projeto “Ilhas Flutuantes” foi ideia da professora Simone Rocha da Rosa, que também coordena o curso técnico de análises clínicas da instituição. De acordo com ela, já focando no prêmio da Samsung, que fomenta a sustentabilidade, foi pensada uma forma de despoluição, já que este é um dos males da região. “O Ph dá água do Rio Criciúma estava entre 3 e 4, ou seja, extremamente ácida. Desta forma iniciamos pesquisas de plantas que pudessem fazer um processo que chamamos de filtroremediação, onde elas são responsáveis por filtrarem todas as impurezas, como a pirita e o esgoto, por exemplo”, explica Simone.

A professora encontrou nas chamadas “sombrinhas japonesas” e nos “caetés” a solução para este processo. Segundo ela, a intenção era buscar na vegetação da região a saída. “Não precisamos de muito trabalho. Todas nossas “armas” são daqui para atingir o objetivo de tornar o Rio Criciúma habitável e pronto para usar a sua água até para consumo humano, após processos normais de tratamento”, destaca a educadora.

O processo iniciou em julho de 2016 após serem recolhidos em média 1000 litros do flúmen. Uma espécie de aquário foi montada na escola utilizando um instrumento para bombear a água, seguindo da instalação das ilhas com as plantas flutuantes. “A água era amarela, tipicamente água de pirita como conhecemos. Em setembro colocamos os primeiros peixes, vindos de açudes da região, no aquário e logo eles morreram”, conta.

Hoje, mais de um ano depois, o processo já tem dado resultados: o Ph da água já subiu, segundo análises da Unesc, para 5 (o ideal é 6, 6.6), os peixes já sobrevivem no aquário e estão se reproduzindo. Hoje há uma família de bagres africanos no local. “As plantas tiraram todo o metal pesado. O processo continua em andamento e estamos muito felizes porque já pensamos em longo prazo”, comemora Simone. Para a professora é possível, em larga escala, montar uma forma de despoluição total do rio e in loco com a técnica trabalhada.

Raízes viram fertilizantes

Além de despoluírem as águas do rio, as plantas podem virar fertilizantes para os agricultores da região. Isso se dá porque as suas raízes aquáticas que crescem junto do processo de filtroremediação podem ser cortadas e incineradas, tornando-se fertilizantes. “Elas sugam todas as impurezas e precisam ser retiradas da água. O projeto é tão eficaz que até para isto achamos um caminho”, reitera Simone.

Projeto de muitas mãos

Desde o início do projeto os alunos do CEDUP assumiram junto o trabalho. Seja nas pesquisas ou confecção de folders de divulgação para a conscientização. Para a diretora da escola, Maristela Bolan, a participação dos alunos é essencial. “O aluno precisa ver na prática aquilo que aprende em sala de aula. Nós transformamos o lugar onde vivemos e saímos da nossa zona de conforto quando ingressamos em projetos como este, gerando, de fato, transformação por meio dos alunos”, partilha Maristela.

Resultado deve sair em novembro

Como o projeto do CEDUP Abílio Paulo, só mais outros quatro estão na final do no prêmio “Respostas para o Amanhã”, da Samsung. O resultado do vencedor deve ser divulgado no próximo mês.

Os professores e diretores dos projetos vencedores nacionais serão contemplados com um notebook para cada um. Cada um dos alunos participantes das turmas vencedoras nacionais receberá um tablet.

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Refis 2026: apenas 16% da dívida já foi parcelada em Morro da Fumaça

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Até sexta-feira (27), apenas 16,03% do total da dívida incluída no Programa de Recuperação Fiscal (Refis) de Morro da Fumaça havia sido parcelada, conforme dados da Secretaria do Sistema Econômico. O programa prevê condições facilitadas para regularização de débitos tributários e não tributários, com descontos em juros e multas junto à fazenda pública municipal.

Os descontos do Refis se aplicam a débitos inscritos em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, variando conforme a forma de pagamento. O prazo final para adesão é 22 de setembro de 2026, e o valor mínimo das parcelas é de R$ 47,40. Para pagamentos à vista, o desconto é de 95%; em cartão de crédito, em até seis parcelas, o desconto é de 90%; em quatro parcelas, 80%; em seis parcelas, 70%; e em até dez parcelas, 50%.

Além disso, os descontos em encargos de juros e multa têm prazos específicos: 95% e 90% para pagamentos realizados até 22 de maio; 80% para parcelamentos efetuados até 22 de junho; 70% até 22 de julho; e 50% até 22 de setembro.

Para informações adicionais ou esclarecimento de dúvidas, o setor de Tributos atende pelos telefones (48) 3434-6120 e 3434-6103, além do atendimento presencial no térreo do Paço Municipal.

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Pesquisador do Museu ao Ar Livre participa da produção de documentário na Itália

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O pesquisador do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, Idemar Ghizzo, está na Itália, onde participa da produção do documentário “Rumo ao Porto”. Nos primeiros dias, a equipe do sul catarinense, que está hospedada em Treviso, já esteve nas cidades de Ala, Marostica, Valstagna e Longarone. O filme investiga o percurso realizado por milhares de imigrantes italianos que deixaram suas casas rumo ao porto de Gênova, no final do século 19, antes da travessia para o Brasil.

O museólogo Idemar lembra que Ala, localizada em Trentino, é conhecida como a cidade do veludo. “Deste município partiram mais de mil imigrantes, que foram fundamentais na fundação de Rio Pinheiros, em Orleans”, diz o pesquisador, lembra que o município italiano possui pacto de gemellaggio com Orleans.

A produção, que conta com apoio do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) e patrocínio do Supermercado Bistek, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), visitou a propriedade do italiano Silvano Orsato, em Marostica, para captar cenas de uma casa da época.

Na sequência, a equipe seguiu para Valstagna, onde visitou ruínas de casas de imigrantes e entrevistou o arquiteto italiano Gianluca Parise, estudioso da imigração italiana para a América, que relatou sua vivência no local.

*Preparação para o filme*

Conforme Idemar, após o filme Azambuja, que trata da imigração italiana, o Museu ao Ar Livre foi convidado para participar da produção de “Rumo ao Porto”. “A equipe de produção será a mesma do filme Azambuja. Nós, do Museu, estamos trabalhando nas pesquisas e nas intermediações com a Itália, buscando documentos históricos do nosso Centro de Documentação e reunindo informações mais próximas da realidade de como viviam as famílias na Itália daquela época”, relata.

Idemar também destaca que muitas das comunidades de onde partiram os imigrantes já não existem mais na Itália. “Em muitos lugares existem apenas ruínas e marcas de uma época muito difícil para viver do trabalho com a terra, como campesinos”, afirma.

Equipe e parcerias

O projeto do filme é da ARA Produções, por meio de Sandro Luiz Pagnan; a direção é de Josué Genuíno, com roteiro de Bruna Genuino e fotografia de Vitor Lopes. A pesquisa conta, além de Idemar, com a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, que intermedeiam e envolvem outras instituições e pesquisadores na Itália, por meio do Unibave e do Museu ao Ar Livre.

Neste fim de semana, uma das pessoas que esteve no set das gravações foi o proprietário do Bistek, o empresário Aldo Sérgio Ghislandi, ou Sanciro Ghisladi, como é conhecido. Em Longarone ele gravou cenas falando dos seus antepassados e histórias da família relatadas pelo bisavô, até a chegada a Nova Veneza.

“Rumo ao Porto” é um projeto da Ara produções e com produção da Genuíno Films, com gravações previstas em 17 cidades italianas — locais que representam regiões de origem de famílias que imigraram para o sul catarinense. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2026.

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Criciúma abre novo período para acordo direto de precatórios com pagamento antecipado

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Credores de precatórios do Município de Criciúma já podem se preparar para um novo período de adesão ao acordo direto, modalidade que permite antecipar o recebimento dos valores mediante deságio. O novo edital, publicado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), prevê R$ 545.021,91 disponíveis inicialmente, além dos aportes que poderão ser realizados ao longo da vigência do chamamento.
 
:: Acesse aqui o edital
:: Acesse aqui o formulário eletrônico
 
As propostas poderão ser apresentadas de 15 de abril a 6 de maio de 2026, até as 19h, exclusivamente pela plataforma eletrônica do TJSC. O procedimento deve ser feito pelo próprio credor, procurador ou advogado habilitado no processo, com acesso pelo Gov.br, sem necessidade de assinatura física de documentos.
 
A sistemática permite que o credor escolha o percentual de deságio que está disposto a oferecer para antecipar o pagamento. Os percentuais previstos variam de 5% a 40%, e as propostas com maior desconto têm prioridade na classificação.
 
Podem aderir titulares originais dos precatórios, advogados ou procuradores com poderes específicos, cessionários, sucessores habilitados judicialmente, espólio representado por inventariante autorizado e também advogados ou sociedades de advogados em casos de honorários destacados.
 
A habilitação não assegura pagamento imediato, já que a liberação dos valores depende da disponibilidade de recursos e da homologação pelo Tribunal competente. O edital terá validade de um ano a partir da publicação, ou até a contemplação de todos os habilitados.
 
Mais informações podem ser obtidas com a Assessoria de Precatórios do TJSC, pelo telefone (48) 3287-2980 ou pelo e-mail [email protected]

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