Economia
Projeto Peiex ganha ainda mais força para segundo ciclo na Unesc
A partir do apoio oferecido pelo Programa de Qualificação para Exportação (Peiex) mais de 100 empresas da região voltaram seus olhares ao mercado externo de 2019 a 2021. O projeto, promovido na Unesc por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), levou qualificação a organizações de todo o Sul de Santa Catarina e agora ganha novo fôlego para o período de 2022 a 2024. Isso porque o Núcleo Peiex da Unesc acaba de ser aprovado, via edital público, para a execução do projeto no Sul e Serra Catarinense.
Para o novo ciclo a missão da equipe será qualificar outras 150 empresas, sendo que desta vez contará com um núcleo em Lages, voltado especialmente ao atendimento especializado na modalidade Peiex Agro. Com a novidade, empresas do setor de mel de todo o Brasil serão atendidas pelos técnicos do Núcleo Criciúma.
Conforme o coordenador do Núcleo Criciúma, Júlio César Zilli, que trabalha nos detalhes para a assinatura do contrato, a expectativa é de que a Universidade utilize toda a experiência no ensino, na pesquisa e na extensão, somada ao conhecimento adquirido no primeiro ciclo da parceria com a Apex Brasil para alcançar resultados ainda mais expressivos. “O Peiex Criciúma ganha, neste segundo ciclo, ainda mais corpo, já que a equipe será formada por um monitor, seis técnicos e dois apoios técnicos com a missão de qualificar 150 empresas para exportação, sendo 125 empresas localizadas no Sul Catarinense e 25 da região de Lages”, explica.
Nos trabalhos realizados de 2019 a 2021 a equipe comandada por Zilli atendeu organizações de 31 cidades e 19 diferentes setores produtivos. “Com isso, comprovamos a riqueza e a diversidade econômica da região. Como resultado do ótimo atendimento desenvolvido tivemos 35 empresas efetuando exportações durante o convênio para países de todos os continentes, América, África, Ásia, Oceania e Europa”, acrescenta.
Os atendimentos ministrados pelos técnicos do Programa, que acompanham de perto a evolução de cada empresa no processo organizacional voltado à exportação, renderam a possibilidade de levar ao mercado exterior produtos de origem sul catarinense. “Foram enviados ao mundo todo produtos que vão desde arroz, biquínis, calçados, cintas modeladoras, cosméticos, produtos químicos, plásticos, ração animal, entre outros. Países como Portugal, Bélgica, Estados Unidos, Japão, Angola, Austrália, Uruguai, Argentina, Chile puderam importar a qualidade presente no DNA dos produtos da nossa região”, registra ainda.
Para a execução das qualificações no polo de Lages a Unesc firmará parceria técnica com a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). O edital público para seleção e contratação da equipe que atuará na região deve ser lançado em breve.
Os interessados em conhecer mais sobre o projeto podem fazer a inscrição sem compromisso no site do Programa (http://www.unesc.net/portal/peiex ) para que os técnicos da Universidade entrem em contato e apresentem a oportunidade.

Economia
Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira
Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.
O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.
Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.
Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.
COMO FUNCIONA O REAJUSTE
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.
A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.
A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Economia
Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo
Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.
Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:
- 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
- 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.
Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.
O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

-



Geral6 anos atrásEdital Cultura Criciúma: assinatura de contratos ocorre nesta quinta-feira
-



Política5 anos atrásEdilson assume vaga na Câmara
-



Economia6 anos atrásEdital de Inovação Unesc dará fomento financeiro para projetos da região
-



Política5 anos atrásConfira os eleitos para o legislativo de Içara
-



Polícia5 anos atrásImagens da madrugada de crimes e pânico em Criciúma
-



Geral5 anos atrásConfirmados os nove vereadores da nova Câmara do Rincão
-



Polícia5 anos atrásNoite de terror em Criciúma
-



Imagens9 anos atrásCidades

















