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Roda de conversa reúne representantes de museus da região

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Criciúma

Desafios em comum dos museus do Sul e do Extremo Sul catarinense, acessibilidade e inclusão foram assuntos abordados na noite desta sexta-feira (22/5), durante uma roda de conversa em alusão a 18ª Semana Nacional de Museus. O evento, organizado pelo Museu da Infância da Unesc, teve a participação de profissionais da cultura, professores e estudantes.

A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que ocorre em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18/5). Em 2020, ocorreu de 18 a 24 de maio e teve como tema norteador das atividades “Museus para a Igualdade: Diversidade e inclusão”. Cada instituição museológica realizou atividades de maneira online, devido ao distanciamento social em virtude da pandemia de Covid-19. Dentre os objetivos da Semana Nacional estão promover, divulgar e valorizar os museus brasileiros, aumentar o público visitante e intensificar a relação com a sociedade.

Na roda de conversa promovida pelo Museu da Infância da Unesc participaram o Museu Histórico Augusto Casagrande (Criciúma), Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski (Unesc), o Museu Histórico Lourenço Manente (Turvo) e o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Orleans).

Os trabalhos foram conduzidos pela coordenadora do Museu da Infância da Unesc, Amalhene Baesso Reddig, que também contou a história do local e falou sobre a proposta de ser um museu sem paredes e que acompanhe quem passa pelo campus da Universidade. Sobre o evento online desta sexta-feira, Amalhene afirmou se tratar de um diálogo que irá aproximar mais ainda as instituições museológicas da região. ” Nós todos estamos aqui para trocar experiências e compartilhar ideias. Vamos sair dessa solidão museal e trocar mais experiências. Temos muitos desafios em comum e podemos colaborar mais”, convida.

Durante o encontro, o coordenador do Museu Augusto Casagrande, Realdo Medeiros, deu a notícia aos participantes da roda de conversa de que a partir do dia 25 de maio, o local irá voltar a abrir as portas, garantindo a observação de todas as normas de segurança para este período e atendendo mediante agendamento prévio. Medeiros também apresentou o museu, que fica em uma casa que completa 100 anos em 2020. Levantou ainda o fato de os museus catarinenses ainda serem pouco acessíveis e falou das medidas adotadas pelo Museu Augusto Casagrande poder receber melhor pessoas com limitações físicas. ” Que o encontro de hoje seja o início de vários para que a gente se aproxime e consiga pensar e trabalhar mais junto”, comentou.

A coordenadora do Museu de Zoologia da Unesc Morgana Cirimbelli Gaidzinski reforçou a importância do encontro desta sexta-feira e contou um pouco sobre a experiência do local durante a pandemia. “Trabalhamos em uma proposta de tornar o espaço mais acessível. Disponibilizamos vídeos com a história do museu e dois audiolivros animados com o objetivo de fazer com que o público se interesse mais pela literatura e também possa explorar o museu. Estamos fazendo também lives com a presença dos mascotes. Já que as crianças e os seus professores não estão vindo ao Museu, o museu está indo até eles”.

A diretora de Turismo de Turvo, Janaina Nicolete Pedro, falou sobre o Museu Histórico Lourenço Manente, e as dificuldades enfrentadas, como a da digitalização do acervo. Já a coordenadora do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, em Orleans, Valdirene Böger Dorigon comentou sobre a preocupação do local em trazer pessoas com deficiência para conhecer o acervo do museu e com as atividades após a Covid-19.

O evento teve ainda a participação da professora de Biologia Marinha da UFSC, Gisela Costa Ribeiro, que é curadora há 30 anos do acervo de animais marinhos da universidade e propôs um diálogo com o Museu de Zoologia da Unesc.

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Cermoful acompanha novas tendências de gestão de pessoas no RH+ COOP

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Inteligência artificial, liderança, novas competências profissionais e saúde mental estiveram no centro das discussões do RH+COOP, realizado no Costão do Santinho, em Florianópolis. A Cermoful Energia marcou presença no encontro representada pela analista de Recursos Humanos, Daiane Rocha, que acompanhou uma programação voltada às mudanças no ambiente de trabalho e aos novos desafios da gestão de pessoas.

Para o presidente da Cermoful, Rudy Recco, acompanhar essas transformações também ajuda a trazer novas referências para a rotina da cooperativa. “O jeito de trabalhar está mudando rápido. Surgem novas ferramentas, novas formas de liderar e também uma atenção maior às pessoas. Quando nossa equipe participa de encontros assim, volta com ideias e experiências que podem contribuir para o trabalho feito todos os dias na Cermoful.”

Conforme informações da analista da Cermoful, o primeiro dia começou com um olhar para o futuro das profissões, quando foram abordadas as competências que ganham espaço em uma nova realidade de trabalho. O RH Estratégico e o papel da área na organização e no desenvolvimento das equipes, assim como tecnologia, também foram temas que estiveram em pauta.

Segundo a analista de Recursos Humanos da Cermoful, Daiane Rocha, a programação trouxe conteúdos que dialogam diretamente com os desafios atuais da gestão de pessoas. Entre os destaques, estiveram o impacto da liderança na saúde mental das equipes, abordado por Rafael Takei, além de temas como felicidade, resiliência e bem-estar no ambiente de trabalho.

Para Daiane, o principal resultado da participação está no aprendizado e nas novas referências que o encontro proporciona. “São conteúdos que ampliam nosso olhar e trazem novas ideias para o dia a dia do RH. A gente volta com mais conhecimento, novas referências e possibilidades que podem ser avaliadas e aplicadas de acordo com a realidade da Cermoful e das nossas equipes”, afirma.

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MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara

Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.

A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.

Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.

MPSC solicita informações à Prefeitura

Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.

A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.

A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.

O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.

A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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