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Economia

Santa Catarina tem salto de 63,2% no número de empresas de tecnologia

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Apesar de ser um dos anos mais desafiadores das últimas décadas, 2020 também ficou marcado pela transformação e avanço do setor de tecnologia. Neste cenário, Santa Catarina ocupa um lugar de destaque. Apesar de não estar entre os estados mais populosos, teve o maior crescimento do país no número de empresas de tecnologia entre 2015 e 2020: 63,2%, bem acima da média nacional (26,1%). Os dados são do Tech Report 2021, estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e pela Neoway, com apoio da Finep. O estudo completo está disponível em https://www.techreportsc.com/ e foi lançado nesta quarta-feira, 15. No evento online, também foi anunciada a parceria entre ACATE e Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina S.A. – Badesc para garantir novas opções de linhas de crédito às empresas associadas via Fundo Garantidor ACATE, com operações de até R$ 150 mil. 

Com 17.720 empresas e crescimento de 28,4% entre 2019 e 2020, o ecossistema de tecnologia catarinense é o sexto maior do país em número de negócios, conforme o Tech Report 2021. Já entre as capitais, Florianópolis tem a maior densidade de empresas por mil habitantes, seguida de São Paulo e Curitiba. “Ao fazer uma análise aprofundada do setor de tecnologia, vemos um crescimento sustentável, mesmo em um período de pandemia. Com a transformação digital acelerada, tivemos aumento do faturamento, abertura de empresas e colaboradores. Isso é resultado de um empreendedorismo inovador, articulações e parcerias entre entidades, empresas, Academia e Governo”, destaca Iomani Engelmann, presidente da ACATE.

O ecossistema de tecnologia catarinense está presente em todas as mesorregiões do estado. A região da Grande Florianópolis é a mais representativa, com 32,6% do total de empresas. Vale do Itajaí (26,3%) e Norte Catarinense (19%) aparecem na sequência. Com menor representatividade, as regiões Oeste, Sul e Serra somam 3,9 mil empresas atuando no setor (22,1%). Entre 2019 e 2020, houve crescimento do número de empresas em todas as regiões catarinenses, com destaque para o Sul, com expansão de 34,2%, passando de 1.202 para 1.613 empresas. 

Alta produtividade e estado mais especializado do país

Considerando a razão entre o faturamento anual e a média de colaboradores por empresa, a produtividade do setor de tecnologia de Santa Catarina é a terceira maior do país entre as UFs avaliadas, atrás apenas de Roraima e Mato Grosso. A receita das empresas catarinenses somou R$ 65,8 mil por colaborador, por ano, superando a média brasileira de R$ 56,2 mil.

Além disso, com 67,8 mil colaboradores, Santa Catarina é o quarto estado com maior quadro de profissionais no setor de tecnologia do Brasil, atrás de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em termos relativos, o estado registra 28,6 colaboradores por mil trabalhadores formais, segunda maior taxa do país e superior à média nacional (17,8).

Outro destaque do estudo é o reconhecimento do setor catarinense de tecnologia como o mais especializado do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, com mais da metade (61,5%) das ocupações In Core, ou seja, profissionais atuando diretamente em empresas especializadas em tecnologia. No Brasil, esse percentual é de 42,7%. O estudo reforça que quanto maior o nível de colaboradores atuando In Core, maior a especialização da solução. “A tendência de Santa Catarina é avançar cada vez mais na especialização das empresas de tecnologia. Na última década, o número de profissionais In Core dobrou no estado, chegando a 19 mil em 2019. Os números e iniciativas catarinenses são um exemplo de ecossistema para o Brasil e para o mundo”, reforça Engelmann. 

Faturamento cresce em 2020

O faturamento total do setor de tecnologia brasileiro foi de R$ 426,9 bilhões em 2020, o que representa 5,6% do PIB do país. São Paulo concentra quase metade (48,4%) do total faturado, com cerca de R$ 206 bilhões. Rio de Janeiro (10%), Minas Gerais (6,3%) e Rio Grande do Sul (5,4%) aparecem na sequência. Em comparação com 2019, o faturamento do setor no país cresceu 5,4%. 

No ranking de faturamento, Santa Catarina aparece na sexta posição com faturamento de R$ 19,8 bilhões em 2020, o que corresponde a 6,1% do PIB catarinense. “O ecossistema tecnológico catarinense é bastante promissor. É muito interessante acompanhar a evolução do segmento regional. A tendência é que tenhamos um destaque cada vez maior no âmbito nacional e internacional”, afirma Kadu Monguilhott, CEO da Neoway, maior empresa de Big Data Analytics da América Latina, que nasceu em Florianópolis.

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Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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