Saúde
Unidades de Saúde abrem neste sábado em Morro da Fumaça
A Secretaria de Saúde de Morro da Fumaça promove, neste sábado, 29 de março, mais uma ação do Mês da Mulher focado na prevenção e cuidado com a saúde da mulher fumacense. Neste dia, com exceção da UBS Vila Rica, no Distrito de Estação Cocal, todas as unidades de saúde do município estarão abertas, das 8h às 17h. Neste dia, haverá coleta de exame preventivo de colo de útero (Papanicolau), testes rápidos e atendimento odontológico, mediante agendamento, para melhor organização da demanda.
A secretária de Saúde de Morro da Fumaça, Lucelane de Souza Antunes, explica que a abertura das Unidades de Saúde ao sábado é mais uma oportunidade de oferecer importantes serviços de saúde para a população fumacense, em especial os destinados às mulheres, em celebração ao mês do Dia Internacional da Mulher (8/3). “A Administração Municipal está sempre pensando na integralidade da saúde e do bem-estar dos cidadãos, e atenta à demanda pelos serviços oferecidos. Por isso, teremos este sábado como um dia extra de cuidados e atendimentos para as mulheres de Morro da Fumaça”, explica a secretária.
As Unidades Básicas de Saúde abertas no sábado, 29/3, são as UBS Central, Naspolini, Cohab, Estação Cocal, Valsechi, Mina Fluorita, Graziela, Linha Torrens e Linha Cabral

Saúde
Saúde de Criciúma supera 1 milhão de consultas em 2025
A rede municipal de saúde de Criciúma fechou 2025 com um marco inédito: 1.006.883 consultas com clínico geral. É a primeira vez que o município ultrapassa 1 milhão de atendimentos desse tipo em um único ano, resultado do reforço de toda a rede de saúde, aumento da demanda e do esforço para ampliar o acesso da população aos serviços. O aumento em relação a 2024 foi de 37,8%.
“Esse número mostra uma rede muito presente e perto das pessoas. No fim do ano, determinamos melhorias em serviços como o TeleSaúde para facilitar ainda mais o acesso dos criciumenses aos atendimentos. Estamos muito atentos aos avanços e também às necessidades de melhorias”, afirma o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
Além do volume total de consultas clínicas em toda a rede municipal de saúde – o que engloba a atenção básica, urgência e emergência e serviços especializados que contam com clínico geral, Criciúma também contabilizou 205 mil consultas com especialistas.
“Nosso foco em 2025 foi garantir acesso e dar mais ritmo à rede, com a atenção básica como porta de entrada funcionando melhor e com encaminhamentos andando. Os números refletem esse trabalho e, principalmente, o esforço diário das equipes. Para 2026, vamos continuar com avanços”, destaca o secretário municipal de Saúde, Deivid Freitas.
Exames e diagnósticos
Ao longo do ano, foram realizados mais de 1,7 milhão de exames laboratoriais, quase 96 mil de raio-x e 110 mil exames de média e alta complexidade, como ultrassonografias, ressonâncias e tomografias.

Saúde
Criciúma reforça prevenção de doenças infecciosas e parasitárias comuns no verão
Janeiro é o mês dedicado a prevenção de doenças infecciosas e parasitárias que são mais frequentes no verão. Com o objetivo de conscientizar e orientar a população, o Governo de Criciúma, via Secretaria Municipal de Saúde, lançou a campanha Janeiro Azul Turquesa, uma iniciativa do Programa Saúde em Cores. Ao longo do mês, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) contarão com ações para ampliar e reforçar as orientações a respeito de infecções como intoxicação alimentar, viroses, diarreia, hepatite A e desidratação.
Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas, das viagens e das refeições fora de casa também favorece a ocorrência de doenças infecciosas e parasitárias. Ambientes com maior aglomeração, como praias e piscinas, aliados ao calor intenso, contribuem para a proliferação de vírus e outros microrganismos, além de acelerar a deterioração dos alimentos quando não armazenados corretamente, fatores que elevam os riscos de doenças infecciosas e parasitárias.
Diante desse cenário, a campanha Janeiro Azul Turquesa reforça a importância da adoção de medidas de prevenção, como a higiene adequada das mãos, a hidratação constante e os cuidados com a alimentação. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a iniciativa tem como foco a prevenção e a conscientização. A recomendação é aproveitar as férias e os dias de sol com responsabilidade, adotando hábitos de prevenção no dia a dia.
“O verão é um período em que as pessoas mudam a rotina, viajam mais e acabam relaxando em alguns cuidados básicos. Nosso objetivo com o Janeiro Azul Turquesa é reforçar orientações simples, mas fundamentais para evitar doenças que são comuns nessa época do ano. As equipes de saúde estarão mobilizadas nas Unidades Básicas de Saúde, nos atendimentos e nas visitas dos agentes comunitários de saúde, levando informação e orientação para a população”, destaca o secretário.
Prevenção e cuidados durante a época
A adoção de medidas de prevenção pode evitar a contaminação e o contágio de infecções. Para aproveitar o verão com segurança, é fundamental ficar atento as seguintes orientações:
Sol faz bem, mas exige cuidado:
– Use protetor solar (FPS 30 ou mais), inclusive em dias nublados;
– Evite exposição solar entre 10 horas e 16 horas;
– Hidrate-se frequentemente;
– Utilize chapéu, óculos e lave os olhos sempre com água limpa.
Previne: queimaduras solares, desidratação, insolação e infecções oculares, como conjuntivite.
Cuidados com a água e areia:
– Não nade em locais com água turva ou poluída;
– Não engula água do mar, rios ou lagoas;
– Não ande descalço na areia e em áreas úmidas.
Previne: bicho-geográfico, micoses, parasitoses e infecções de pele.
Cuidados com alimentos e bebidas:
– Lave bem as mãos antes de comer;
– Prefira alimentos cozidos;
– Não consuma alimentos expostos ao sol;
– Atenção ao gelo: deve ser produzido com água tratada.
Previne: diarreias, hepatite A, intoxicações e infecções intestinais.
Cuidados com insetos:
– Use repelente diariamente;
– Evite água parada e mantenha caixas-d’água limpas e bem vedadas;
– Crianças, idosos e gestantes são mais suscetíveis a complicações;
– Atenção aos sinais de alerta como apatia, confusão mental e diarreia persistente.
Previne: dengue, zika, chikungunya e leishmaniose.
Higiene é proteção:
– Tome banho após a praia, rio ou piscina;
– Não permaneça com roupas molhadas;
– Não compartilhe toalhas;
– Evite contato com poças de água da chuva.
Previne: micoses, escabiose e outras infecções de pele.
Programa Saúde em Cores
As atividades da campanha Janeiro Azul Turquesa integram o Programa Saúde em Cores e incluem ações educativas nas Unidades Básicas de Saúde, panfletagens, palestras, capacitações de profissionais da rede municipal e atendimentos especializados, fortalecendo a rede de atenção à saúde e ampliando o acesso à informação.

Saúde
Obesidade: um desafio que vai muito além da balança
A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica que atinge mais de 200 milhões de pessoas em todo o planeta. Mas, segundo o médico endocrinologista e professor do curso de Medicina da Unesc, Davi Francisco Machado, a compreensão sobre o tema ainda é cercada de simplificações e julgamentos. “Quem não trabalha com isso às vezes pensa: ‘ah, eu comi demais’, ‘é só eu fechar a boca e correr 10 quilômetros que resolve’. Mas não é tão simples assim”, afirma.
De acordo com o especialista, a obesidade é resultado de um conjunto de fatores. “Tem muitos aspectos genéticos, tem envolvimento com aspectos psicológicos, faixa etária, se está na menopausa ou não. Então, não é tão simples”, explica.
Além disso, a relação com a comida é um ponto importante a ser observado de perto quando o assunto é obesidade. “A gente tem um aspecto de comida afetiva, que te remete quando você era criança. Muitas vezes, você trabalhou o dia todo, chega em casa cansada. Você vai querer comer uma alface com tomate? Não, você quer uma pipoquinha, um chocolatinho gostoso que te remeteu a um dia feliz, e isso acaba sendo um ciclo”.
Para o médico, embora a herança genética tenha influência, ela não é determinante. “Exclusivamente genética, é raro. Existem síndromes específicas, mas o mais comum é ter uma história familiar de deposição de gordura. E é difícil separar o que é genético e o que é ambiental, porque a criança acaba comendo o que os pais estão comendo”, avalia.
Essa combinação de fatores explica por que o enfrentamento da obesidade exige acompanhamento médico e atenção constante. “É um fator de risco para basicamente tudo. Câncer, infarto, AVC, diabetes, hipertensão. Ele permeia quase todos os sistemas, quase todas as áreas. Uma luta que temos é mostrar para a população que a obesidade não é questão estética”, avisa.
Impactos físicos e emocionais
O excesso de peso traz repercussões diretas para o corpo e para a mente. “A gente vive em uma sociedade que luta contra a obesidade, mas valoriza muito o ‘ser magro’. É difícil ver um outdoor com uma pessoa obesa que não seja em um aspecto de doença. Então, existe essa culpa. Eu tenho pacientes que não gostam de se ver no espelho. A questão da autoestima afeta muito”, conta.
Fisicamente, a sobrecarga é constante. “Dependendo da deposição de gordura, aumenta o risco. Se a diferença abdominal é aumentada, aumenta o risco de infarto. Essa gordurinha que está aqui, também está no coração”, exemplifica o médico.
Entre os principais desafios, o endocrinologista cita o imediatismo e o desgaste emocional. “As pessoas procuram de forma tardia. É muito comum no consultório as pessoas falarem ‘tu és a minha última esperança’. Elas já passaram por dietas muito restritivas, procedimentos desnecessários, e chegam desesperançosas”.
Segundo ele, o tratamento requer acompanhamento especializado e paciência. “Às vezes o paciente vai uma vez contigo, vai no retorno, mas, quando a expectativa dele distorce um pouquinho, ele abandona. É isso que a gente tenta mudar, para entender que estamos juntos e queremos qualidade de vida para ele”, destaca.
O endocrinologista compara o processo a um relacionamento: “Você precisa ser real, pensar a longo prazo. Esse relacionamento é contigo, com o teu corpo. Mesmo com vontade e disciplina, ainda assim é difícil. Às vezes é necessário remédio, mas precisa ser um processo a longo prazo”, frisa.
Canetas e medicamentos
Sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras, o médico destaca que elas foram inicialmente desenvolvidas para o tratamento do diabetes e, depois, observou-se o efeito sobre a perda de peso. “Elas atuam no estômago, dando a sensação de saciedade. São ótimas, tanto para o diabetes quanto para o peso. Só que se o teu maior problema é a ansiedade, não adianta o estômago ficar mais apertadinho. Isso vale também para a bariátrica”, explica.
O endocrinologista lembra que não há uma receita única. “Se todo mundo fica usando o mesmo remédio e se deu bem, não quer dizer que vai funcionar comigo. Isso só o teu médico vai saber te dizer. Não é uma receita de bolo” comenta, como alerta.
Entre os efeitos colaterais, ele cita o enjoo e o intestino preguiçoso. “Se você simplesmente usa o remédio sem mudar a alimentação, pode ficar desnutrido, fraco e até ir para o hospital. E se não faz atividade física, pode perder massa muscular e ficar com aquele aspecto doente”, ressalta.
Para melhores resultados a longo prazo, o professor da Unesc reforça que o tratamento da obesidade precisa ser multidisciplinar. “Cada pessoa é de um jeito diferente. Então, a equipe multiprofissional é importantíssima. O nutricionista pergunta o que tu gostas de comer, o psicólogo trabalha o aspecto emocional, e o profissional de educação física orienta o exercício. E a gente precisa destacar o trabalho do Sistema Único de Saúde. No SUS, principalmente aqui na nossa região, vários pacientes têm essa possibilidade”.
O aumento da obesidade infantil preocupa. “A criança observa o nosso comportamento. Já tive paciente que a mãe dizia que ele só comia besteira. Mas a criança não ia ao mercado. Tinha disponível em casa. Então, parte de nós termos bons hábitos, porque somos exemplos”, observa o médico.
Nos idosos, a atenção é redobrada. “É um desafio porque existe um termo que é obesidade sarcopênica, que fala da massa muscular. Esse paciente está com obesidade, mas com pouca massa muscular. Está com dor e não consegue fazer exercício. Às vezes, o paladar não está bom, ou o aposento não permite uma alimentação adequada. Por isso, é importante o carinho do cuidado com a alimentação e estimular que ele faça atividade física. Só precisa sair da zona de conforto”.
Para Davi, o processo de emagrecimento deve partir da própria pessoa. “Você quer emagrecer ou ser emagrecido? Porque no emagrecer, você está ativo nesse processo. Ser emagrecido é esperar cair do céu. Vão ter coisas que vão depender de você, mas o resultado é muito bom para mudar a tua relação com a comida, para não ter medo de comer”, completa.
O endocrinologista Davi Francisco Machado foi um dos entrevistados do programa CheckUp, da Unesc Rádio, em 2025, sob comando da jornalista Elis Amorin. Confira na íntegra:

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