Política
Coordenação Nacional do Movimento ODS SC reúne com prefeito de Florianópolis Topázio Neto
A reunião teve como objetivo, retomar as estratégias e o planejamento das ações alusivas ao Acordo Cidades 2030.
Na manhã do dia 12 de maio (sexta-feira), a Coordenação do Movimento Nacional ODS SC, representado pelo coordenador Geral, Gilson Zimmermann, e integrantes do Movimento ODS, reuniram-se na Prefeitura Municipal, com o prefeito da capital catarinense, Topázio Neto.
A reunião teve como objetivo, retomar as estratégias e o planejamento das ações alusivas ao Acordo Cidades 2030. Durante o encontro, o coordenador do Movimento Nacional ODS SC, Gilson Zimmermann, ressaltou importância do Acordo Cidades 2030, assinado na sede da Associação dos Municípios da Grande Região Metropolitana de Florianópolis GRANFPOLIS, em maio de 2022, em conjunto com a Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina – FECAM, Rede ODS Brasil e Instituto Cidades Sustentáveis no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis (PCS), alinhado ao Pacto Global dos Prefeitos Pelo Clima e Energia.
De acordo com Zimmermann, o Movimento está empenhado em construir uma rede de governança nacional e internacional em prol da Agenda 2030, buscando parcerias, estratégias e ações de articulação em consonância com a Secretaria Executiva da Comissão Nacional dos ODS, vinculado ao governo federal.
“É fundamental o apoio e a liderança do prefeito Topázio, neste projeto de governança global, e Florianópolis tem muito a contribuir para as metas da dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, assinados pelos países membros das Organizações das Nações Unidas (ONU). Para isso, a Comissão Municipal dos ODS em Florianópolis é um marco importante para a localização da gestão e governança da Agenda 2030”, reforça Zimmermann.
Zimmermann também citou como exemplo a prefeita do município de Francisco Morato – (SP), Renata Sene, vice-presidente de Parcerias ODS da Agenda 2030 da Frente Nacional dos Prefeitos, (FNP). Destacando ainda, a atuação da Coordenadora do Programa Cidades Sustentáveis, Zuleica Goulart, junto aos municípios signatários do PCS.
“O prefeito Topázio, sinalizou positivamente em estabelecer o monitoramento dos ODS, sendo esta uma oportunidade de unificar indicadores e planejamento de ações de sustentabilidade e inovação de programas já implantados na Prefeitura Municipal, buscando analisar quais são os objetivos que já estão sendo trabalhados e quais precisam de mais atenção”, avalia Zimmermann”.
Encaminhamentos
Foi acordado uma nova reunião entre os servidores da prefeitura e o Movimento Nacional ODS SC, para apresentação do geral do que é o Movimento, além da apresentação da ferramenta do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), a qual permite uma avaliação geral e integrada das cidades brasileiras em cada um dos ODS.
“Outra ferramenta abordada, será o Programa Cidades Sustentáveis, como alinhamento e apresentação de um plano de ações junto à administração municipal por meio da formação de comissão interna de servidores municipais, criando uma ampla governança entre o governo e a sociedade civil”, afirma o signatário e especialista em Inovação na Gestão Pública, Cristian Becker.
Também esteve presente na reunião, o chefe de gabinete do prefeito, Rafael de Lima, que será responsável pela organização interna de servidores públicos, assim como na identificação de colaboradores e secretarias que já atuam com os ODS. Participaram da reunião os colaboradores e signatários Movimento Nacional ODS SC, o Coordenador Geral Gilson Zimmermann, a Assessora de Gestão Daniela Rakoci, a Assessora de Comunicação Carine Bergmann, a Coordenadora de Comunicação do Comitê Local ODS de Florianópolis Caroline Pereira e os signatários Laura Lídia Rosa e Cristian Becker.
Semana ODS em Pauta
Um tema que foi discutido durante a reunião foi sobre a importância da prefeitura fazer a adesão ao Movimento Nacional ODS SC, e estar atuante no Programa Cidades Sustentáveis (PCS), da qual Florianópolis é signatária. O programa oferece conteúdos, ferramentas e metodologias de apoio à gestão pública e ao planejamento municipal, incluindo um conjunto de 260 indicadores alinhados aos ODS. Cristian Becker que já assessorou, prefeitos, Associações de Municípios e a FAMURS no Rio Grande do Sul, fomentando e promovendo Agenda 2030, além de atuar como técnico na inserção dos indicadores e banco de boas práticas do PCS, será um dos palestrantes do evento de abertura da Semana ODS em Pauta, que será realizada de 22 a 26 de maio, às 10h, no YouTube.com/MovimentoODSSC, com o tema “OS ODS nas Cidades: como conhecer os indicadores e influenciar em políticas públicas. O evento terá como público todos os gestores públicos que tiverem interesse em conhecer mais sobre os indicadores dos ODS nos municípios. A participação é gratuita e interessados em receber o certificado devem realizar a inscrição via Sympla: https://www.sympla.com.br/evento-online/semana-ods-em-pauta/1970934
Foto: Pedro Perez – PMF
Política
Santa Catarina está entre os três estados brasileiros com melhor desempenho no PISA 2025
Santa Catarina está entre os estados brasileiros com melhor desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025. Os estudantes catarinenses ficaram acima da média brasileira nas três áreas avaliadas, Ciências, Leitura e Matemática, e alcançaram o 3º melhor desempenho geral entre as Unidades da Federação, considerando os resultados nas três áreas.
Em Ciências, Santa Catarina registrou 430,6 pontos, alcançando a 3ª posição nacional e ficando 22,1 pontos acima da média nacional. Em Leitura, foram 431,7 pontos, também com o 3º melhor resultado entre os estados e 23,7 pontos acima do Brasil. Já em Matemática, o Estado obteve 395,6 pontos, ficando na 4ª posição nacional, com 18,8 pontos à frente do país.
Os resultados catarinenses também se destacam na comparação com os desempenhos dos países latino-americanos participantes do PISA. Em Leitura, Santa Catarina alcançou 431,7 pontos, apenas 4,3 pontos abaixo do Chile, que registrou 436 pontos e teve o melhor resultado latino-americano na área. O desempenho catarinense ficou ainda acima do Uruguai, que alcançou 423 pontos.
Em Ciências e Matemática, Santa Catarina também se aproxima dos resultados de Chile e Uruguai, líderes entre os países latino-americanos avaliados.
Resultado reforça estratégia de acompanhamento e melhoria da aprendizagem
O desempenho registrado no PISA 2025 se soma a outros indicadores educacionais e reforça a importância de políticas permanentes de avaliação e acompanhamento da aprendizagem. Na rede estadual de ensino de Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Educação (SED) utiliza os resultados de avaliações diagnósticas e outros dados educacionais para identificar necessidades, orientar o planejamento pedagógico e apoiar as escolas na definição de estratégias para melhorar o desempenho dos estudantes.
Essa atuação é articulada à formação continuada dos profissionais da educação. Por meio da Escola de Formação de Professores e Gestores Escolares, a SED amplia a oferta de capacitações para professores, equipes pedagógicas e gestores, fortalecendo práticas de ensino, acompanhamento da aprendizagem e uso pedagógico das evidências produzidas pelas avaliações. A estratégia busca aproximar diagnóstico, formação e ação pedagógica, criando condições para que os dados se transformem em intervenções efetivas no cotidiano escolar.
A melhoria da aprendizagem também depende de condições adequadas para ensinar e aprender. Por isso, a SED vem combinando as ações pedagógicas com investimentos na infraestrutura da rede, incluindo reformas, ampliações, e revitalizações das unidades escolares, além da conclusão da climatização de 100% das salas de aula.
Esse conjunto de medidas integra uma estratégia de qualificação da educação catarinense e ocorre em um contexto de avanço dos indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, no qual Santa Catarina apresentou os melhores resultados da série histórica em todas as etapas da educação básica. Entre 2023 e 2025, a rede estadual de ensino passou de 5,8 para 6,3 nos anos iniciais, de 4,6 para 5,0 nos anos finais do ensino fundamental e de 3,8 para 4,3 no ensino médio.
Política
Marcos Pontes critica pressa na votação da escala 6×1 e alerta para risco de perda de empregos
Senador defende redução da jornada, mas afirma que trabalhador e empresa devem ter liberdade para negociar a organização do trabalho
O senador Marcos Pontes (PL-SP) criticou a possibilidade de uma votação acelerada da proposta que altera a escala de trabalho 6×1 e defendeu que o Congresso Nacional tenha tempo para analisar os impactos da medida.
Em entrevista à Rádio Cidade, Pontes afirmou que considera importante garantir períodos adequados de descanso aos trabalhadores, mas questionou a imposição de uma jornada única por lei.
“Eu concordo com a necessidade e a importância de qualquer pessoa que trabalhe ter o descanso adequado”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o senador defendeu que trabalhadores tenham liberdade para negociar com as empresas a forma de organização da jornada.
Senador alerta para impacto nas empresas
Pontes argumentou que uma eventual redução da jornada precisa levar em conta também a realidade financeira das empresas.
Segundo ele, alterações sem estudos aprofundados poderiam provocar consequências como redução de postos de trabalho, aumento de custos de produtos e serviços e pressão sobre a inflação.
“Não se pode pegar uma pauta como essa e querer votar a toque de caixa”, afirmou.
Para o senador, a discussão precisa considerar os efeitos no curto, médio e longo prazo antes de uma decisão definitiva.
“É importante ter liberdade e ter o emprego garantido”
Pontes afirmou que o debate não deveria ser apresentado apenas sob a perspectiva de trabalhar menos e manter a mesma remuneração.
Na avaliação dele, uma mudança desse tipo pode provocar efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho.
“É importante que se tenha descanso para o trabalhador, sem dúvida nenhuma. É importante que se tenha tudo isso, mas é importante ter liberdade e ter o emprego garantido”, disse.
O senador também citou mudanças ocorridas nas regras trabalhistas dos empregados domésticos como exemplo do que considera uma alteração que pode produzir efeitos diferentes dos inicialmente esperados.
Segundo Pontes, parte dos trabalhadores teria migrado para o trabalho como diaristas após as mudanças.
Discussão depois das eleições
Pontes defendeu que o debate sobre a escala 6×1 continue após as eleições, para evitar, segundo ele, que a pauta seja utilizada com finalidade eleitoral.
O senador afirmou que é necessário apresentar à sociedade os possíveis impactos da mudança antes da votação.
Política
Quaest: Lula lidera 1º turno, mas fica em empate técnico com Flávio
Presidente aparece com 37% contra 30% do senador no primeiro turno; Augusto Cury chega a 10% e surpreende na disputa
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, mas aponta uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (2) mostra Lula com 37% das intenções de voto, contra 30% do senador.
O resultado mais expressivo, porém, aparece na simulação de segundo turno. Lula registra 42%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 41%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Outro destaque do levantamento é o desempenho do escritor Augusto Cury (Avante). Ele aparece com 10% das intenções de voto e ocupa a terceira colocação no primeiro turno, depois de registrar apenas 2% na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto.
Veja os números do primeiro turno
No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), os candidatos aparecem da seguinte forma:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Pablo Marçal (PRTB): 1%
- Samara Martins (UP): 0%
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 7%, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Em uma segunda simulação, sem Pablo Marçal, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Augusto Cury mantém os 10%.
Lula e Flávio ficam separados por um ponto
A vantagem de Lula diminui quando a pesquisa simula uma disputa direta com Flávio Bolsonaro.
No levantamento divulgado em 14 de agosto, Lula tinha 43% contra 40% do senador. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto percentual: 42% para o petista e 41% para Flávio.
O resultado configura empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes. O presidente aparece numericamente à frente de Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
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