Agronegócio
Com mil trabalhadores mobilizados, montagem das estruturas da AgroPonte inicia em Criciúma
Os preparativos para a 13ª edição da AgroPonte já iniciaram no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma (SC). As estruturas metálicas estão sendo instaladas na parte externa e os stands montados na área interna. Ao todo, serão 30 mil metros quadrados de área para os visitantes, que encontrarão mais de 250 expositores de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Trabalham mil pessoas nas montagens, que serão realizadas em 20 dias. Com o início da preparação do evento, a economia da região Sul de Santa Catarina começa a ser fomentada. “A Feira AgroPonte é um evento significativo e que gera diversos impactos econômicos positivos na região de Criciúma, tanto durante sua preparação quanto durante sua realização”, observa o diretor da NossaCasa Feiras & Eventos e idealizador da AgroPonte, Willi Backes.
O evento acontece de 14 a 18 de agosto, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma (SC). A 13ª edição da feira reúne os setores de agronegócio, agricultura familiar, indústrias e tecnologia. Apesar de iniciar apenas em agosto, a geração de empregos já começou. “A montagem da feira envolve a contratação de trabalhadores temporários para serviços de construção de stands, montagem de estruturas, segurança, limpeza, entre outros serviços. Além disso, fornecedores de materiais de construção, empresas de transporte, serviços de alimentação e hospedagem também contratam mais pessoas para atender à demanda gerada pelo evento”, destaca a diretora comercial da NossaCasa Feiras e Eventos e organizadora da AgroPonte, Jaqueline Backes.
Para Backes, os impactos econômicos da montagem e realização da AgroPonte são amplos e significativos, beneficiando diversos setores da economia de Criciúma. “A feira não só impulsiona a economia local durante o evento, mas também promove o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico a longo prazo, reforçando a importância das feiras desse porte para a região carbonífera”, frisa.
Neste ano, a AgroPonte terá bovinos puro de origem (PO) e puro por cruza (PC) de inúmeras raças, equinos, ovinos, caprinos, abelhas-sem-ferrão, coelhos e peixes. O público poderá visitar 42 cooperativas da agricultura familiar, indústrias, revendas e concessionárias de máquinas, tratores, colheitadeiras, equipamentos, ferramentas, tecnologias e insumos para a produção no agronegócio, agricultura e pecuária.
A programação oficial completa pode ser acessada clicando aqui. Além disso, os ingressos também já estão disponíveis para venda e podem ser adquiridos pelo site da AgroPonte.
Horários da feira
A feira ocorre de quarta-feira a domingo, confira abaixo os horários:
Quarta-feira, dia 14: das 16 às 22 horas
Quinta-feira, dia 15: das 14 às 22 horas
Sexta-feira, dia 16: das 14 às 22 horas
Sábado, dia 17: das 10 às 22 horas
Domingo, dia 18: das 10 às 18 horas

Agronegócio
Prefeitura de Criciúma disponibiliza sementes de pastagem com 50% de desconto a produtores rurais
A Prefeitura de Criciúma iniciou a distribuição de sementes de pastagens para agricultores e pecuaristas do município com desconto de 50% no valor da saca. A iniciativa, que distribuirá quase 10 mil quilos de sementes de aveia preta e azevém, busca garantir e melhorar a disponibilidade de alimento ao gado, promover adubação verde e proteger o solo durante as estações de outono e inverno. As 250 sacas de insumos estão sendo distribuídas ao longo desta semana, na Superintendência da Quarta Linha, para cerca de 40 produtores rurais previamente cadastrados.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, afirmou que a agricultura, além de ser a base da alimentação e de uma grande cadeia produtiva, é um importante segmento em movimento econômico e de arrecadação. “Todos os setores que geram trabalho, renda e arrecadação ao Município têm nosso apoio, e a agricultura, ramo tão expressivo na nossa região, sempre terá incentivo e suporte para seu fortalecimento, aumento da produtividade e da sustentabilidade no meio rural”, destacou.
Dados do setor de Movimento Econômico da Secretaria da Fazenda de Criciúma apontam que a agricultura do município movimentou mais de R$ 64,8 milhões em 2024, e o retorno de ICMS ao município, referente a esse valor, será de mais de R$ 1,2 milhão em 2026.
Para o diretor de Agricultura, Vanderlei Zilli, as pastagens de inverno são uma ferramenta importante para os produtores rurais evitarem os prejuízos gerados pela estação mais fria do ano, quando as baixas temperaturas, a incidência de geadas e outros fatores climáticos prejudicam as pastagens naturais.
“O uso de forrageiras de inverno é uma boa alternativa tecnológica para reverter essa situação, tanto para uso na alimentação do gado, como quando são utilizadas na forma de cobertura morta ou cultura em rotação, beneficiando a produtividade das culturas subsequentes”, explicou.
Segundo dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Criciúma possui 7.232 cabeças de gado registradas em 820 propriedades, com predominância de criação de animais de raças mistas/cortes.

Agronegócio
Sul catarinense sedia dois encontros sobre maracujá com produtores e pesquisadores entre segunda e quarta
Eventos em Sombrio e Araranguá reúnem passicultores, técnicos e empresas de 12 a 14 de maio. Inscrições gratuitas pela Epagri e Associação de Agrônomos.
O Sul catarinense recebe nesta semana dois encontros voltados à cadeia produtiva do maracujá. Os eventos são organizados pela Epagri e pela Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos do Sul Catarinense e acontecem entre segunda (12) e quarta-feira (14), nos municípios de Sombrio e Araranguá. A inscrição é gratuita.
Na segunda-feira (12), o Encontro de Passicultores de SC acontece no Centro de Eventos Panela de Barro, em Sombrio. A programação aborda o cenário nacional e internacional da cultura, oportunidades de exportação e estratégias de competitividade. À tarde, uma Arena de Negócios promove a aproximação entre produtores e empresas para parcerias comerciais.
Nos dias 13 e 14, a programação segue no Centro de Treinamento da Epagri em Araranguá (Cetrar), com o VI Encontro Técnico da Cultura do Maracujazeiro. Pesquisadores e técnicos apresentam avanços em melhoramento genético, manejo, irrigação, nutrição de plantas e controle de pragas. Entre os destaques estão estudos sobre resistência a viroses e o uso de porta-enxertos adaptados ao frio. O último dia será dedicado a um fórum estratégico sobre pesquisa, extensão rural e organização da cadeia produtiva.
“O objetivo é alinhar ações e identificar desafios para ampliar a adoção de tecnologias e impulsionar o desenvolvimento do setor nos próximos anos”, afirmou o coordenador dos encontros, pesquisador da Epagri Henrique Petry.
Santa Catarina é o terceiro maior produtor nacional de maracujá, com cerca de 55 mil toneladas produzidas em dois mil hectares e mais de mil famílias no cultivo. O Sul catarinense concentra 90% dessa produção, com destaque para Sombrio e São João do Sul. Em 2025, o setor movimentou R$ 124 mil em Valor da Produção Agropecuária, segundo a Epagri.

Agronegócio
Abertura da safra da mandioca reúne produtores e reforça força do setor no Sul catarinense
O dia começou no campo, com sol, movimento e expectativa. Em uma propriedade rural de Sombrio, produtores, técnicos, lideranças e representantes da indústria se reuniram para marcar a Abertura Estadual da Colheita da Mandioca Industrial, em um encontro que misturou celebração, troca de conhecimento e projeções para a nova safra.
Tradicional na região, a mandioca segue como uma das principais bases da economia agrícola do Sul de Santa Catarina. Atualmente, cerca de 80% da produção estadual destinada à indústria está concentrada no Litoral Sul, envolvendo centenas de famílias que têm na cultura sua principal fonte de renda.
De acordo com a extensionista da Epagri, Luciana Ferro Schneider, o ciclo 2026 marca uma retomada importante após um período desafiador. “Em 2023 tivemos um excesso de chuvas que impactou diretamente a produção dos anos seguintes e o resultado econômico dos agricultores. Neste ano, conseguimos voltar a uma condição mais próxima da normalidade, com produtividade média entre 22 e 26 toneladas por hectare”, explica. A expectativa, segundo ela, é que o comportamento dos preços acompanhe essa recuperação.
O evento também reforçou o caráter coletivo da cadeia produtiva. “É um momento de celebrar, mas também de levar informação. Aqui reunimos produtores, indústria, pesquisadores e parceiros para discutir inovação, mercado e o futuro da cultura”, destacou a extensionista.
Entre os apoiadores estava a Rocha Alimentos, considerada a maior beneficiadora de mandioca de Santa Catarina. Contribuindo para o escoamento da produção e para a organização do mercado, a empresa também esteve presente com degustação de tapioca e apresentação de produtos. Na oportunidade, o fundador Claudeci Rocha destacou a relação construída ao longo dos anos com os agricultores da região. “A gente cresceu junto com o produtor. Nosso trabalho sempre foi baseado em parceria, confiança e proximidade. Sabemos que por trás de cada safra tem o esforço de muitas famílias, e é isso que move a cadeia da mandioca no Sul”, afirmou.
Segundo ele, momentos como a abertura da colheita ajudam a fortalecer ainda mais essa conexão. “É aqui que a gente troca experiência, escuta quem está no campo e entende melhor os desafios e as oportunidades. Esse vínculo é essencial para que todos cresçam juntos”, completa.
Programação especial marca um importante momento no campo
A programação iniciou com apresentação cultural do grupo Acassorçu e seguiu com a solenidade oficial de abertura, reunindo autoridades e lideranças locais. A prefeita de Sombrio, Gislaine Cunha, destacou a importância da atividade para o município e para toda a região. “Estamos falando de uma cultura que sustenta famílias, movimenta a economia e faz parte da nossa história. É um orgulho receber um evento como esse, que valoriza o trabalho do agricultor e fortalece o desenvolvimento local”, afirmou.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam palestras técnicas, como a do pesquisador Márcio Sônego, da Epagri, que abordou as condições climáticas e as perspectivas para as próximas safras, e de Fábio Isaias Felipe, do Cepea, que trouxe uma análise de mercado e os desafios do setor.

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