Economia
Santa Catarina lidera crescimento do setor de serviços no Brasil em janeiro
Santa Catarina registrou, em janeiro de 2025, o maior crescimento do país no setor de serviços, com alta de 3,4% em relação a dezembro. O desempenho catarinense lidera o ranking dos estados brasileiros e ficou bem acima da média nacional, que apresentou uma leve retração de -0,2% no período.
Na sequência do ranking, aparecem Mato Grosso do Sul (2,3%) e Ceará (1,7%). Apenas 10 estados brasileiros registraram avanço no setor, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segmentos que puxaram o crescimento
O crescimento expressivo do setor de serviços catarinense foi impulsionado principalmente pelos segmentos de transportes, turismo, e serviços de informação e comunicação. Outro fator relevante foi a elevação do consumo das famílias, reflexo do aumento da renda média no estado.
De acordo com o levantamento, a renda em Santa Catarina apresentou um avanço de 14,6% em 2024, favorecendo a demanda por produtos e serviços e impactando diretamente na performance do setor.
Economia catarinense em destaque
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, destacou que o bom momento econômico de Santa Catarina contribui para um ciclo positivo de crescimento:
“A economia de Santa Catarina está crescendo acima da média nacional, com aumento da produção e consequente geração de emprego e renda. Assim, o cidadão catarinense e as empresas estão demandando mais. É o caso, por exemplo, do segmento de transportes. Com a produção em alta em diversos setores e a necessidade de escoamento, a tendência é aquecer todo o mercado de logística, transporte e fretes. É um ciclo virtuoso”, explica Dreveck.
Economia
Dexco vende fábrica de Urussanga para Cerâmica Carmelo Fior por R$ 170 milhões
A Dexco anunciou nesta segunda-feira (3) a venda de sua fábrica de revestimentos cerâmicos localizada em Urussanga (SC) para a Cerâmica Carmelo Fior, negócio avaliado em R$ 170 milhões que inclui o terreno da unidade e parte dos equipamentos instalados no local. Segundo a companhia, a operação está inserida em uma estratégia de concentrar as operações industriais do segmento de cerâmica nas unidades de Botucatu (SP) e Criciúma (SC).
A Dexco afirma que a venda garante continuidade e sustentabilidade de longo prazo ao negócio, a partir de uma melhor utilização da capacidade instalada, ganhos de produtividade e maior eficiência operacional. A companhia também assegura que a operação não altera o portfólio da divisão de cerâmica nem a atuação das marcas Ceusa e Portinari, mantendo o compromisso com o atendimento aos clientes.
O fechamento do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais nesse tipo de transação, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A venda ocorre poucos meses depois de a empresa ter anunciado, em maio, o fechamento da unidade de Urussanga — decisão que resultaria na demissão de 159 trabalhadores.
Economia
Prefeito de Forquilinha negocia com Azul e Gol retomada de voos comerciais no Diomício Freitas
O prefeito de Forquilinha confirmou agenda para a próxima semana em São Paulo, com conversas voltadas à retomada de voos comerciais no aeroporto municipal, administrado pela prefeitura sem fins lucrativos. As tratativas envolvem as companhias Azul e Gol, e o município afirma que vai fechar contrato com a primeira empresa que se dispuser a operar uma rota comercial no local.
“No encontro desta semana vamos tratar com a Gol. Já conversamos com a Azul também e estamos aguardando a sinalização de uma destas empresas. tenho certeza que em breve o Diomício Freitas será o grande aeroporto entre Porto Alegre e Florianópolis”, pontua Neguinho,
Como incentivo, a prefeitura está concedendo isenção da taxa de embarque às companhias interessadas — medida que, segundo o prefeito, representa uma economia de cerca de R$ 100 mil por mês para uma empresa operando um voo diário com 100 passageiros.
Na comparação com o aeroporto de Jaguaruna, o prefeito argumenta que Forquilinha leva vantagem por estar mais distante do mar (21 km, contra 5 km do concorrente), o que reduziria a interferência do vento nas operações. Ele cita ainda a chegada da sede do Saer ao aeroporto — a segunda unidade do tipo em Santa Catarina, atrás apenas de Chapecó, segundo o prefeito — e a existência de estação meteorológica própria, recurso que Jaguaruna não possui. A meta declarada pela gestão é tornar o aeroporto competitivo em relação aos terminais de Porto Alegre e Florianópolis.
Economia
Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Esse patamar é o maior já registrado em qualquer período da Pnad.
Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:
– Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
– Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada – o maior de toda a pesquisa do IBGE – e 13,6 milhões sem carteira.
A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Apesar de recorde histórico de baixa no desemprego no período, o rendimento fica no campo da estabilidade, segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, porque as novas contratações costumam pagar na média ou abaixo dos demais salários.
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