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Economia

Plenário aprova política voltada à transição energética no Sul de SC

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Por maioria de votos, os deputados aprovaram nesta terça-feira (14) o Projeto de Lei 270/2021, de autoria do Poder Executivo, que institui a Política Estadual de Transição Energética Justa do Estado de Santa Catarina, voltada à atividade carbonífera do Sul catarinense. A proposta segue para sanção do governador Carlos Moisés da Silva (sem partido).

A matéria estabelece medidas de longo prazo para que a região Sul deixe de explorar e utilizar o carvão mineral para a geração de energia elétrica. O objetivo é permitir que os municípios carboníferos se tornem independentes economicamente do minério.

Para isso, várias iniciativas estão previstas, tais quais o apoio a investimentos produtivos em pequenas e médias empresas, a criação de novas empresas, o incentivo à requalificação dos trabalhadores, a assistência na procura de emprego e o desenvolvimento de programas de inclusão ativa de candidatos a emprego. Ações voltadas à reabilitação ambiental e ao incentivo do uso de fontes de energia limpa também estão previstas.

Na discussão em Plenário, a maioria dos deputados se manifestou favorável à iniciativa. Eles destacaram a necessidade de se substituir o carvão por fontes de energia limpa sem comprometer a economia da região.

“Esta Casa sai na frente, criando política própria, que entre outros pontos estabelece programas que tratam da transição para um modelo energético limpo e renovável, que garantam a geração de renda e a preservação dos empregos”, disse a parlamentar. Ela, a deputada Paulinha (sem partido) e o deputado Jair Miotto (PSC) destacaram que 20 mil pessoas dependem da exploração do carvão mineral na região.

O deputado Julio Garcia (PSD) comentou que é impossível fazer a transição da matriz energética da região em curto prazo. Ele lembrou que o complexo termoelétrico Jorge Lacerda, que utiliza praticamente todo o carvão explorado em Santa Catarina, impediu um colapso energético no país neste ano.

Rodrigo Minotto (PDT) afirmou que os debates sobre a criação da política começaram ainda em 2019 e também ressaltou a relevância da usina Jorge Lacerda na segurança energética. “Precisamos fazer o processo de transição de forma segura, juridicamente, nos empregos e para os empresários.”

José Milton Scheffer (PP) destacou que, “pela primeira vez na história, o governo estadual debateu com lideranças do Sul para criar uma política para o setor”. Milton Hobus (PSD) considerou que o projeto aprovado pela Assembleia “abre uma porta de saída para eliminarmos o passivo causado pelo carvão mineral e, ao mesmo tempo, permitir que a vida das pessoas possa continuar”.

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Latam volta a operar voos diários entre Jaguaruna e Guarulhos a partir de agosto

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A Latam passa a operar voos diários entre Guarulhos (SP) e o Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, a partir de agosto. A rota ganha sete frequências semanais, duas a mais que a malha atual.

A ampliação aumenta as opções de horário para quem viaja a negócios, turismo ou faz conexões pelo principal hub da companhia no país.

O que diz a concessionária

Segundo a Regional Sul Airport, a mudança acompanha os investimentos feitos no aeroporto desde o início da concessão e reflete a confiança da Latam no potencial de crescimento da região.

Negociações com outras companhias

Além da nova frequência da Latam, a concessionária negocia a ampliação da oferta de voos com outras empresas:

  • Com a Gol, estuda uma operação com pernoite de aeronave e ligação direta com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
  • Com a Azul, negocia uma rota entre Jaguaruna e o Aeroporto de Viracopos, em Campinas

Para o diretor-executivo da Regional Sul Airport, Eglon Buraseska, a retomada dos voos diários é um indicativo de confiança da Latam no terminal: “Paralelamente, seguimos avançando nas negociações com outras companhias para ampliar as opções de destinos e fortalecer a conectividade da nossa região.”

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Intenção de compras para o Dia dos Pais cresce 6,1% em SC e atinge recorde

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A intenção de compras para o Dia dos Pais em Santa Catarina apresentou crescimento nominal de 6,1% em 2026, segundo pesquisa realizada pela Fecomércio SC. Já descontada a inflação, o avanço real foi de 1,8%, indicando aumento no consumo mesmo em um cenário econômico desafiador. Com isso, o gasto médio dos consumidores chegou a R$ 255,6 — o maior valor da série histórica iniciada em 2018 .

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a perspectiva de crescimento é positiva, especialmente diante do contexto atual do varejo. “A expectativa de alta é positiva, pois o momento do varejo é complicado, com saldo de empregos negativo no ano e juros elevados há mais de quatro anos em patamar de dois dígitos, o que funciona naturalmente como um freio para o consumo”, avalia.

Apesar do cenário macroeconômico desafiador, o resultado acompanha o desempenho recente do comércio catarinense. Em maio, o varejo do estado acumulou alta de 4,6%, alcançando o terceiro melhor resultado do país, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias . Além disso, a percepção financeira dos consumidores segue favorável: 86,4% afirmam estar em situação igual ou melhor do que no ano anterior, fator que sustenta o aumento das despesas sazonais .

Entre os municípios analisados, Criciúma se destacou com o maior crescimento na intenção de gastos, registrando alta de 42,3% e alcançando média de R$ 330,2. Itajaí e Joinville também apresentaram avanços expressivos, com aumentos de 20,3% e 15,2%, respectivamente. Já Florianópolis teve crescimento mais moderado, de 1,6% .

Apesar do cenário geral positivo, algumas cidades registraram retração na intenção de consumo. Lages, Blumenau e Chapecó apresentaram quedas de 16,1%, 9,4% e 2,6%, respectivamente. Ainda assim, a maior parte dos consumidores desses municípios mantém percepção financeira estável ou melhor em relação ao ano anterior .

As compras para o Dia dos Pais devem se concentrar nos dias que antecedem a data: 57,7% dos consumidores pretendem comprar na semana ou na véspera, enquanto 27% planejam antecipar as aquisições em até duas semanas .

Entre os presentes mais procurados, o vestuário lidera com 42,7% das intenções, seguido por calçados (21,1%) e perfumes e cosméticos (19,6%), concentrando a maior parte das escolhas dos consumidores .

O PIX se consolidou como a principal forma de pagamento, citado por 31,4% dos entrevistados, em crescimento em relação ao ano anterior. O parcelamento no cartão de crédito aparece na sequência, com 21,7%, enquanto o uso de dinheiro também ganhou espaço .

No que diz respeito aos canais de compra, o comércio de rua segue predominante, com 51,5% das preferências, seguido pelas compras pela internet (22,8%) e pelos shoppings (17,8%) .

O preço continua sendo o principal fator de decisão na hora da compra, citado por 23,7% dos consumidores, seguido por promoções (23,1%) e qualidade dos produtos (19%), evidenciando um comportamento orientado pelo custo-benefício .

A pesquisa foi realizada pela Fecomércio SC entre os dias 22 de junho e 12 de julho de 2026, com 2.100 entrevistados em sete municípios catarinenses, por meio de entrevistas presenciais estruturadas.

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Endividamento das famílias catarinenses atinge maior nível em dois anos, mas inadimplência recua

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O endividamento das famílias catarinenses atingiu o maior patamar dos últimos dois anos em junho de 2026, ao alcançar 76,3%, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo da média nacional, que está em 81,3%.

Inadimplência recua

O avanço do endividamento ocorre em um contexto de melhora nos indicadores de inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 25,4%, queda de 2 pontos percentuais em relação a maio e também inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Além disso, a parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas também apresentou leve redução, passando de 10,3% para 9,9% em junho. O resultado reforça um cenário misto no orçamento das famílias, com maior acesso ao crédito, mas sem deterioração significativa da capacidade de pagamento.

Fecomércio pede cautela

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o cenário ainda exige atenção. “O ambiente macroeconômico segue desafiador, com taxas de juros ainda muito elevadas, o que impacta diretamente o consumo e a atividade econômica como um todo. A queda da inadimplência é uma boa notícia, mas precisa ser acompanhada com atenção nos próximos meses para confirmar uma tendência mais consistente”, avaliou.

Segundo a análise da Fecomércio, o cenário eleitoral também contribui para um ambiente de maior prudência, já que costuma gerar incertezas tanto para consumidores quanto para o setor produtivo, influenciando decisões de consumo e investimento.

Cartão de crédito lidera entre as dívidas

Mesmo com o avanço recente, Santa Catarina segue entre os estados com menor nível de endividamento do país. No comparativo anual, porém, o indicador subiu 6,1 pontos percentuais, evidenciando uma tendência de crescimento ao longo dos últimos meses.

Entre os principais tipos de dívida, o cartão de crédito continua liderando com ampla margem, presente em 76,3% dos lares endividados, seguido pelos carnês e pelo crédito pessoal, que vem ganhando participação.

Os dados da PEIC indicam, portanto, um cenário de equilíbrio delicado: enquanto o crédito segue impulsionando o consumo, as famílias ainda enfrentam desafios para manter suas finanças sob controle em um ambiente econômico mais restritivo.

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