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Economia

Grupo Jorge Zanatta conclui cronograma de R$ 11 milhões de investimentos em tecnologia

Detentora das empresas Canguru Embalagens e Imbralit Telhas de Fibrocimento finalizou a jornada com a atualização para a versão mais recente do sistema EBS Oracle

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Com o desafio de acelerar a transformação digital nas empresas Canguru Embalagens e Imbralit Telhas de Fibrocimento, o Grupo Jorge Zanatta executou nos últimos quatro anos um planejamento de investimentos em tecnologia no montante de R$ 11 milhões. A etapa mais longa e planejada se consolidou no início de 2024, com a implantação do Sistema EBS Oracle 12.2.12, projeto desenvolvido em parceria com a multitech Ninecon.

A chegada ao estágio atual do grupo empresarial sediado em Criciúma (SC), com o sistema de gestão integrado (ERP) da Oracle na versão mais atual em pleno uso em todos os setores demandou um cronograma de ações iniciado em 2018. “O primeiro passo foi a atualização dos computadores de toda a organização. A troca dos equipamentos obsoletos pelos mais de 300 computadores (desktops e notebooks) novos já nos gerou um ganho de 30% na produtividade da equipe, por conta da agilidade nas ações e carregamentos dos processos”, conta o gerente de Tecnologia da Informação do Grupo Jorge Zanatta, Daniel Sachetti Ghislandi.

Um ano depois, o grupo investiu R$ 1,7 milhão na aquisição e montagem de um data center (centro de processamento e armazenagem de dados). Segundo Ghislandi, a decisão pela infraestrutura própria foi pensada em segurança e para preparar a empresa para o uso da tecnologia de nuvem. O investimento foi acompanhado de um reforço na rede interna, com duas fibras que conectam as duas empresas da organização.

Junto à melhora dos equipamentos e da conectividade, ampliou a segurança com softwares e hardwares da empresa britânica Sophos, nomeada pela consultoria de tecnologia Gartner como líder em cibersegurança nos últimos 14 anos consecutivos. “O planejamento de investimentos contemplou melhorias em hardware e posteriormente software, com o propósito de nos alinharmos ao que há de mais atual no mercado, fazer uma gestão eficiente de dados, com segurança e velocidade para melhorar os processos internos e atender com excelência os clientes”, pontua o head de finanças corporativo do Grupo Jorge Zanatta, Thiago de Lucca.

A entrada do EBS Oracle 12.2.12

Projeto executado com a participação direta de mais de 80 pessoas, somando as equipes do Grupo Jorge Zanatta e da consultoria Ninecon, a atualização do sistema de gestão integrado foi uma missão ousada desde o princípio, recorda Sachetti. “A versão do ERP antigo tinha mais de 15 anos de uso e nos trazia limitações de controle e inovação de processos, além da gestão de dados e do conhecimento. Agora, à medida que vamos absorvendo a tecnologia do EBS e revisamos os processos, vamos poder implantar novas automatizações. O horizonte é vasto”, afirma o gerente de TI.

Apesar do nível de complexidade do processo de atualização de um ERP, que costuma levar mais de um ano, foi concluído em sete meses, considerado rápido para os padrões. A virada demandou a parada de 10 dias das operações nas duas empresas – de 23 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro deste ano. “Temos uma metodologia de fazer simulações com testes com os usuários, o que nos fez identificar com agilidade os problemas que precisavam ser corrigidos na migração. Fazer esse projeto junto à rotina de trabalho torna o desafio ainda maior, mas a capacidade, o comprometimento e a sinergia dos times foi decisivo para o sucesso”, destaca o gerente de projetos da Ninecon, Alexandre Incerti.

A estratégia de migrar direto para a 12.2.12 não era a ideia inicial, conta Ghislandi, porém o grupo avaliou demandas especiais que a versão mais atualizada do sistema Oracle oferece cobertura. “A dinâmica das mudanças de regras tributárias e fiscais, por exemplo, gera um forte impacto para a dinâmica dos dois negócios. Teremos essa segurança e um suporte para inúmeras melhorias nos próximos dois anos”, diz.

Os investimentos colocam a organização em linha com o nível dos grandes clientes, afirma o head de finanças corporativo. “Nos próximos dois anos projetamos aplicar mais R$ 5,5 milhões em transformação digital porque entendemos ser essencial para nos tornarmos melhores, mais competitivos e preparados para novas mudanças no futuro”, acredita Thiago.

Economia

SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras

Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC

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Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.

A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).

A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.

Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.

“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.

Como funciona o Criciúma Open Challenge Day

O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.

1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.

2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.

3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.

4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.

5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.

Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.

“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.

Evento reúne instituições do ecossistema de inovação

O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.

A programação terá dois momentos principais.

O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.

Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.

Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.

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Economia

JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC

Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza

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Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.

O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.

Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).

Vagas também são destinadas a PcD

Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).

Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.

As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).

Como participar

Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.

A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.

Serviço

O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371

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Economia

Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento

Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões

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O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

Projeções para a economia

Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.

O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.

Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.

O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.

Proposta ainda precisa passar pelo Congresso

A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.

Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.

O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

LDO ainda precisa ser votada

Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.

O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.

Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.

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