Política
Congresso promulga fim da escala 6×1 e jornada máxima de 40h
O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que estabelece a regra de dois dias de descanso a cada cinco trabalhados, sem redução salarial.

O texto foi aprovado pelo Senado nessa quarta-feira (14), depois de ter passado pela Câmara dos deputados.
Além do fim da 6×1, foi promulgada a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. Eles poderão se aposentar aos 50 anos, no caso das mulheres, e aos 52 anos, no caso dos homens, com pelo menos 25 anos de contribuição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um breve relato da tramitação da PEC da 6×1 na Câmara e no Senado.
O deputado Federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e e deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que foram os primeiros a assinar a proposta da Câmara, estavam no plenário para acompanhar. O relator da PEC no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), acompanhou por videoconferência.
Alcolumbre se disse honrado por liderar a sessão que promulgou o fim da 6×1.
“A partir de hoje, o Brasil garante a cada trabalhadora e cada trabalhador dois dias semanais de descanso remunerado. Os impactos da medida são incalculáveis. Quanto vale mais tempo para descanso? Quanto vale mais tempo com a família? Quanto vale mais tempo para cuidar de si e de quem se ama? Para milhões de pessoas que precisam trabalhar seis, às vezes sete dias por semana, a resposta é simples. Essas coisas não têm preço”.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o efeitos que os trabalhadores vão viver daqui pra frente.
“Talvez os brasileiros não se lembrem dos debates, das votações ou mesmo desta cerimônia de promulgação. E não precisam lembrar. O que importa é que os efeitos dessas decisões sejam percebidos na vida cotidiana. No pai que terá mais tempo para participar da vida dos filhos. Na mãe que conseguirá mais tempo para si e para sua família. No trabalhador que encontrará espaço na rotina para retomar os estudos. Na agente de saúde que, depois de uma vida dedicada a cuidar de outras famílias, poderá se aposentar com mais segurança”.
O presidente Lula foi ao Senado para acompanhar a sessão solene. Destacou as mobilizações populares em torno da 6×1 e defendeu o direito ao descanso.
“Se a gente não garantir o direito do ser humano descansar, do ser humano ter o direito de visitar a família, os parentes, de levar a criança numa praça, em algum lugar, se a gente não garantir, que tipo de seres humanos que nós somos? Porque o mundo do trabalho está cada vez mais difícil para as pessoas. O salário está cada vez mais apertado. E quando as pessoas falam “vai ter prejuízo”: não. E os avanços nesses 50 anos? Os avanços tecnológicos que teve? A palavra correta é mentira”.
Além dos dois dias de folga, a PEC reduz de 44 para 40 horas o limite semanal de trabalho.
Para valer, há um período de transição. Daqui a 60 dias, em 16 de dezembro, a jornada vai cair para 42h semanais. Também começa a valer a escala de cinco dias de trabalho e dois dias de folga. E aí vem um período de mais um ano para a jornada chegar às 40 horas semanais.
Política
Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais
PEC foi aprovada em dois turnos por 75 votos a 1 e prevê transição gradual, com duas folgas remuneradas por semana e manutenção dos salários.
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A medida estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. <Cite refs={[“turn790850search0″,”turn790850search4”]}/>
A votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia. No primeiro, a proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário. O resultado se repetiu na segunda votação, com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como único voto contrário.
Com a aprovação do mesmo texto que passou pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional, etapa necessária para oficializar a mudança constitucional. <Cite refs={[“turn790850search2″,”turn790850search4”]}/>
Como será a redução da jornada de trabalho
A mudança será implementada de forma gradual, em duas etapas. Pelo texto aprovado, a primeira redução ocorrerá dois meses após a promulgação da emenda constitucional. Nesse momento, o limite semanal passará de 44 para 42 horas.
Depois de mais 12 meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais. Ao final da transição, a proposta estabelece o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, conhecido como escala 5×2. <Cite refs={[“turn790850search1″,”turn790850search7”]}/>
A jornada diária poderá ser de até oito horas, com possibilidade de compensação de horários e ajustes previstos em acordos ou convenções coletivas, respeitados os limites estabelecidos pela nova regra.
Salários deverão ser mantidos
A PEC determina que a redução da jornada e a ampliação do descanso semanal não provoquem cortes nos salários dos trabalhadores abrangidos pela medida. A garantia também se aplica aos contratos de trabalho em vigor e aos pisos salariais, conforme o texto aprovado. <Cite refs={[“turn790850search1″,”turn790850search6”]}/>
A proposta também prevê a elaboração de uma lei complementar com medidas transitórias para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O objetivo previsto no texto é contribuir para a manutenção dos empregos e reduzir possíveis impactos da mudança nesses negócios. <Cite refs={[“turn790850search1″,”turn790850search7”]}/>
Promulgação é a próxima etapa
A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e passou pelo Senado sem alterações no texto. Por isso, não precisa retornar aos deputados e pode seguir diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional. <Cite refs={[“turn790850search4″,”turn790850search8”]}/>
A nova jornada, porém, não passa a valer automaticamente com a votação dos senadores. A aplicação dos novos limites depende da promulgação e dos prazos de transição estabelecidos na emenda constitucional.
Política
Senado volta a debater fim da Escala 6×1 nesta terça-feira
Nesta terça-feira (13), a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 volta ao debate no Senado. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, marcou para a próxima quarta-feira (14) o primeiro turno da votação da proposta de emenda à Constituição. 

Antes disso, o texto precisa passar por mais duas sessões de discussão, previstas para terça e quarta-feira, seguido da votação. Ao anunciar a data, Davi Alcolumbre disse que “caberá a cada senador decidir com liberdade, consciência e convicção”.
A PEC 221, de 2019, prevê dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. Com isso, a jornada semanal cairia das atuais 44h para 40h, durante um período de transição de 14 meses. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, em dois turnos, e encaminhada ao Senado. Como altera a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos nas duas casas do Congresso.
Na votação da próxima quarta, a PEC precisa do apoio de, pelo menos, 49 dos 81 senadores para ser aprovada em primeiro turno. Pelo regimento do Senado, depois dessa etapa, a proposta ainda precisa passar por outras três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.
Caso o texto seja alterado no Senado, deve retornar para apreciação na Câmara. Se o texto não for alterado e for aprovado nos dois turnos do Senado, segue para promulgação.
Política
Câmara de Criciúma recebe proposta do projeto de lei de Alimentação Sustentável apresentado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
Na Sessão Ordinária desta terça-feira (6), a pedido do vereador Luiz Carlos Custódio Fontana (PL), à Câmara de Vereadores de Criciúma contou com a presença de representantes do Núcleo Criciúma da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) em sua Tribuna Livre. Durante a participação, a equipe apresentou a proposta do Projeto de Lei Municipal sobre “Alimentação Sustentável nos Estabelecimentos Públicos Municipais”, iniciativa que visa promover a saúde pública, a preservação ambiental e o fortalecimento da economia local por meio do incentivo ao consumo de alimentos de origem vegetal.
A apresentação foi conduzida pela servidora pública federal Danielle de Oliveira Gomes, pela nutricionista clínica e coordenadora voluntária do Núcleo Criciúma, Huaína Oliveira Antunes, e pelo médico ortopedista Gabriel da Cunha Antunes. Durante o espaço, o grupo explicou que a proposta baseia-se no Programa de Incentivo aos Alimentos Vegetais (PROVE), adotado em dezenas de municípios e instituições do SUS.
Fundamentando a importância de alinhar as refeições públicas a critérios ambientais e de saúde, Danielle Gomes reforçou o impacto da medida. “Dietas saudáveis e sustentáveis apresentam grandes oportunidades para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e prevenir doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão”, destacou.
Além dos aspectos de prevenção de doenças e sustentabilidade, a equipe da SVB ressaltou os impactos socioeconômicos positivos da medida. O projeto prevê a oferta de refeições vegetais completas nos órgãos públicos e nas escolas municipais, priorizando a aquisição de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar e de produtores regionais. “O foco na compra local faz com que os recursos públicos circulem dentro do próprio município, gerando renda para os nossos agricultores e promovendo a reeducação alimentar das nossas crianças desde a primeira infância”, pontuou a nutricionista Huaína Antunes.
Ao encerramento da Tribuna Livre, os representantes da SVB e os parlamentares reforçaram a importância da união entre o Poder Público, profissionais da saúde e entidades da sociedade civil para transformar o debate em uma política pública efetiva para o município de Criciúma.
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